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Servindo entusiasticamente,
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07-01-08 - Nicholas Sarkozy: laicidade não tem direito de excluir raízes cristãs

sarkozy2007.jpgQuem teria ousado pensar que depois da França ter conduzido a Europa para um beco secularista sem saída seria um Presidente Francês a fazer soar a chamada do retorno à espiritualidade?

O presidente da França, Nicholas Sarkozy, pronunciou um histórico discurso, no qual apresentou uma visão da «laicidade positiva», que não tem o direito de cortar as raízes cristãs do seu país.

Ele afirmou que «a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.»

Enumerando a contribuição de crentes Franceses nas artes, na vida intelectual e espiritual (como Pascal), Sarkozy disse:

"Eis os factos. As raízes da França são essencialmente Cristãs. Eu abraço completamente o passado da França e aquele elo especial que tem unido durante muito tempo a nossa nação ao Cristianismo".

Sarkozy crê que a França tem de aprender a falar novamente da religião em público e tem vontade de levantar questões sobre as leis de inspiração socialista anti-religiosas de 1905 que aboliram e confiscaram respectivamente algumas instituições e propriedades religiosas.

Ele disse que a Igreja em França tem de "ser mais corajosa" a intervir publicamente porque a República Francesa tem necessidade de pessoas de fé. Ele foi bastante ousado ao dizer isto, mas não se ficou por aqui. Ele foi mais longe, ao dizer que uma Europa sem fé é uma Europa sem esperança - e provavelmente sem futuro. E disse mais ainda: "o presente e o futuro dependem dum abraço mais inclusivo do passado. Não nos podemos esquecer que o Cristianismo ajudou a criar a França, e a França ajudou a Cristianizar a Europa".

Sarkozy invocou o velho chavão alusivo à França —“a filha mais velha da Igreja”— não obstante nas últimas décadas a França  ter desejado tornar-se realmente na ex-filha mais velha da Igreja.

O famoso jornal Le Monde reagiu nervosamente a este discurso do Presidente, ao constatar a sua tentativa política ambiciosa de pôr um fim à "guerra entre as duas Franças" (clerical e revolucionária) e reconciliar assim a República laica com a Igreja.

Ele crê que a cultura Francesa deve ser mais aberta a toda a sabedoria disponível nas várias tradições religiosas do seu povo, ainda que respeitando os não-crentes na França.

Muito marcada pelo sentimento anti-clerical, a laicidade francesa, embora assente na proclamação da liberdade, da tolerância e da neutralidade, assentou em incompreensão e sofrimento. Como é sabido, as relações entre o Estado e a Igreja, antes e depois da lei de 1905, foram um palco privilegiado de múltiplas tensões. A influência do jacobinismo manteve-se poderosa. E a desconfiança permanece até hoje.

Mas Sarcozy apela, agora, a uma laicidade positiva que, sem pôr em causa a liberdade de pensar, a liberdade de crer e de não crer, recuse ver, nas suas palavras, "a religião como um perigo, reconhecendo-a antes como um trunfo. Uma vantagem objectiva para o diálogo com o mundo e a construção da paz."

O ponto de Sarcozy não é coisa pouca (os mais atentos recordam, certamente, a sua não muito longínqua controvérsia com Chirac e de Villepin – estes, herdeiros mais ortodoxos dos velhos princípios do laicismo republicano francês). Recém-eleito, empreende o caminho da reconciliação. Com ele, a laicidade não implicará a negação das raízes cristãs que indelevelmente moldaram a história e a cultura francesas. Porque, nas suas próprias palavras, “arrancar a raiz é perder significado, enfraquecer o cimento da identidade nacional e secar ainda mais as relações sociais que têm tanta necessidade de símbolos de memória”.

Para Sarkozy, presidente de uma República laica, "a religião não é um perigo, mas sim um trunfo para responder, através da esperança, ao deserto espiritual de grande parte da vida contemporânea."

Sarkozi foi disse ainda: "Desde o século das Luzes, a Europa experimentou muitas ideologias. Ela depositou sucessivamente as suas esperanças na emancipação dos indivíduos, na democracia, no progresso técnico, na melhoria das condições económicas e sociais, na moral laica. Ela foi gravemente pervertida no comunismo e no nazismo. Nenhuma dessas diferentes perspectivas – que, evidentemente, não coloco ao mesmo nível –, foi capaz de corresponder à necessidade profunda dos homens e das mulheres de encontrar um sentido para a existência."

"É claro que fundar uma família, contribuir para a pesquisa científica, ensinar, lutar pelas suas ideias, em particular se estas forem a respeito da dignidade humana, dirigir um país, tudo isso pode dar sentido a uma vida. Porém, não respondem às perguntas fundamentais do ser humano a respeito do sentido da vida e do mistério após a morte. Essas questões são as mesmas em todas as civilizações e épocas e essas questões essenciais em nada perderam de sua pertinência, eu diria até que bem pelo contrário. As facilidades materiais cada vez maiores nos países desenvolvidos, o frenesim de consumo, o acumular de bens, salientam cada vez mais a profunda aspiração dos homens e das mulheres a uma dimensão que os ultrapassa, pois, menos do que nunca, elas os satisfazem."

"Tenho a profunda convicção de que a fronteira entre a fé e a descrença não está e nunca estará entre os que acreditam e os que não acreditam, porque, na verdade, ela atravessa cada um de nós. Mesmo aquele que afirma não acreditar não pode garantir, ao mesmo tempo, que não se questione a respeito do essencial. O facto espiritual é uma tendência natural em todos os homens de procurar uma transcendência."

Uma caricatura editorial em cartoon do Le Monde mostra Sarkozy ao lado de George W.  Bush a transportar símbolos públicos do Cristianismo.

Tradicionalmente um país Católico, a França foi muitas vezes acusada de ceifar o que semeou durante as terríveis guerras religiosas contra os Huguenotes nos Séculos XVI e XVII. Teologia Protestante versus Teologia Católica, à parte, as tentativas do Presidente Sarcozy para restaurar a liberdade religiosa e o respeito dos Cristãos na França, são tão históricas como notáveis.

Com esta notícia não estamos a recomendar Sarkozi que, pelo menos, familiarmente não tem sido um exemplo a seguir. Veiculamos esta notícia por vermos o berço do secularismo e do laicismo, com todo o mal que acarretam e difundem, ter um Presidente que está, pelos vistos, a fazer um esforço para fazer a França sair do fosso espiritual em que se meteu. Não nos esqueçamos que em Portugal estamos neste momento na crista da onda laicista e secularista que nasceu em França há várias décadas. Agora até temos cá a Associação República e Laicidade, que defende uma república secular e laica, amplamente aplaudida pelo Diário Ateísta, que tudo faz para apagar todos os vestígios Cristãos na sociedade. Foi notícia de há dias o governo ter decretado que as escolas Portuguesas vão deixar de ter nomes Cristãos. Prefere o governo que as escolas tenham nomes dos heróis do regime, que nada fizeram a não ser contribuir para a mediocridade do país.

Oremos pelo fim da opressão secularista sobre a nação e pelo começo de um reavivamento em Portugal, França e Europa.

Quem teria ousado pensar que depois da França ter conduzido a Europa para um beco secularista sem saída seria um Presidente Francês a fazer soar a chamada do retorno à espiritualidade?

FRUINDO DA ADMIRÁVEL GRAÇA DE DEUS,
A NOSSA MISSÃO É AJUDAR TODOS 
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"... vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Coríntios 6:1).
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus ... (Efésios 3:2)
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