05-01-08 - China torna-se no maior fabricante de Bíblias
QUANTOS CHINESES TERÃO OUVIDO FALAR DE JESUS?Que a China é o maior gigante do mercado mundial não há dúvida; que na China quase tudo se produz e em grande quantidade, nenhuma dúvida também; que o colosso Asiático se tenha convertido no maior produtor mundial de Bíblias já é, no mínimo, muito curioso.
Lembra o correspondente na China do diário Espanhol El Periódico (da Catalunha) que os Chineses não celebram o Natal, que passam o ano em Fevereiro e que boa parte da população do país, «sobretudo a rural, nunca ouviu falar de Jesus ou O associa a uma lenda».
Apesar de tudo isso, é na China que está actualmente o maior fabricante de Bíblias do mundo: a Amity Printing é a empresa que desde a sua abertura, em 1986, já produziu qualquer coisa como 50 milhões de livros, 80 por cento dos quais são escritos em mandarim e vendidos a 10 yuans (menos de um euro), outra parte é editada em oito línguas de minorias étnicas e o restante é para exportação, em especial para África, Ásia e Europa Central.
O artigo do El Periódico conta que são produzidas Bíblias em 90 idiomas, do Eslovaco ao Suahili e até em Braille. As vendas da empresa passaram de meio milhão de exemplares em 1988 para os quase 6,5 milhões em 2005. O que está a dar agora é a edição de bolso, destinada segundo a própria empresa, a um público mais jovem.
A Bíblia esteve proibida na China até Deng Xiaoping chegar ao poder, em 1978, e decretar a liberdade de culto. Mao Tse Tung, pai da República Popular da China (proclamada em 1949) e da Revolução Cultural (anos 1966-1976), considerava as religiões obstáculos à evolução do país e os textos sagrados acabavam geralmente queimados em fogueiras. Nesse período, apenas o Livro Vermelho de Mao não era visto como símbolo subversivo da burguesia.
A China hoje
A China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. Além disso, as maiores altitudes do globo encontram-se em seu território. A maior parte da população chinesa vive na região leste, concentrada principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um milhão de habitantes.
Os chineses se comunicam em mais de 600 dialetos e se dividem em quase 200 grupos étnicos, dos quais 55 são oficialmente reconhecidos. Cerca de um quarto da população é analfabeta. Embora a China seja uma das economias que mais crescem no mundo, a maioria das pessoas é pobre e a renda per capita anual é inferior a €400.
Mais de 60% dos chineses professam não ter nenhuma religião. As religiões locais e o budismo perfazem quase 30% da população, enquanto os Cristãos são estimados em cerca de 6%. A Igreja Chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Teoricamente, os Cristãos Chineses têm o direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Apenas pessoas com mais de dezoito anos podem ser evangelizadas e todas as igrejas devem ser registadas. Os Cristãos não podem se reunir em centros de culto não registados e tampouco evangelizar fora dos templos.
A perseguição e as restrições religiosas têm sido ineficientes para conter a Igreja Chinesa, conseguindo apenas diminuir ligeiramente o seu crescimento. Acredita-se que em 2050 a Igreja Chinesa somará mais de cem milhões de membros, podendo tornar-se numa das maiores forças de evangelismo no mundo caso haja uma maior abertura. Quando as dificuldades para viajar diminuírem o suficiente para que os Chineses se aventurem livremente no exterior, a Igreja Chinesa poderá ser uma das maiores bases de envio de missionários de todos os tempos.
Oremos pela Igreja na China e pelos Chineses.




