Uma verdadeira heroína

Castillo del Morro

     Há muitos anos, durante um verão de intensíssimo calor, houve em Havana, ou para ser mais exacto, no castelo chamado «El Morro», uma epidemia da terrível febre-amarela. Tinha este castelo uma guarnição de 2.000 homens.

Erguia-se como sentinela sobre a linda baía na margem da qual se ergue a capital de Cuba, e estava de facto bastante longe das pestilentas ruas de Havana para estar livre das epidemias que assolam essa cidade.

     A febre amarela era a peste mais grave contra a qual Havana tinha de contender, e nesta ocasião temia-se diariamente que ela se manifestasse. Porém, com grande surpresa de todos, não foi a cidade, mas sim o castelo, que foi atacado.

     As autoridades de Havana anunciaram logo que ninguém devia atravessar para o castelo, fosse para o que fosse. Alguém sugeriu que a guarnição havia de precisar de alimento e perguntou como haviam os homens de adquiri-lo se as comunicações fossem assim cortadas.

     «Devemos mandar-lhes, pelo menos, pão, carne e remédios».

     As autoridades responderam que não ousavam fazê-lo, pois o isolamento era a única maneira de evitar a doença. Dia após dia içava-se a bandeira, do castelo a pedir socorro, mas em vão. Os cidadãos de Havana bem sabiam que as coisas estavam mal paradas no castelo, e que todos os dias estavam homens a morrer, porque o troar do canhão, quando dos enterros, denunciava-o. Era muito triste, mas forçoso se tornava que a febre não passasse além do castelo.

     Uma manhã, porém, com grande espanto do povo de Havana, viu-se um barco partir em direcção de «El Morro» carregado de comestíveis, remédios e muitas outras coisas.

     Houve grande alarido, e em breve as autoridades compareceram e começaram a gritar para que o barco voltasse imediatamente, pois era contra as ordens o aproximar-se do castelo.

     O barco tinha apenas uma mulher a manejá-lo. Ela fez sinal com a mão de ter ouvido o que lhe diziam mas continuou a remar vagarosamente e respondeu: «Vou levar auxílio aos soldados no castelo».

     Ao aproximar-se o barco de «El Morro» os soldados da guarnição gritaram à mulher:

     — «Vá-se embora; você não deve vir para este lugar».

     Ela recusou-se a retroceder e insistiu para que lhe franqueassem a entrada. Em vista da sua persistência e da grande necessidade deles, abriram-lhe as portas, e a mulher entrou na cidade onde lavrava a terrível peste.

     Valeu de alguma coisa o seu sacrifício? Sucumbiria ela à febre? O seu sacrifício foi de muito valor pois que os soldados aproveitaram-se dele para a sua salvação. Ela não morreu, e recebeu os sinceros agradecimentos desses pobres homens!

     Mais tarde, quando a epidemia tinha passado e já havia comunicação de novo entre o castelo e a cidade, o comandante do castelo disse às autoridades: «Se não fora o auxílio trazido mesmo a tempo por esta corajosa mulher eu e todos os meus subordinados teríamos perecido. Já não tínhamos nem mantimentos nem medicamentos. Estávamos fracos demais até para tratarmos dos doentes. Veio a Madalena e trouxe-nos tudo quanto faltava, até vida nova e renovadas esperanças. Ela tratou dos doentes e cuidou e deu de comer a todos nós. Deus a abençoe!»

     O comandante não disse: «Houve alguns insensatos que recusaram aceitar o auxílio que ela trouxe».

     Pelo contrário, todos eles, muito satisfeitos deixaram-na salvá-los, e assim o sacrifício dela teve para cada um deles valor individual.

     Isto é apenas um quadro muito fraco daquilo que nosso Salvador Jesus Cristo, o Senhor, fez por todos nós. Atacados pela terrível doença do pecado, estávamos debaixo da sua maldição, mas o Filho de Deus, Aquele que estava sem pecado, morreu por nós. «Porque também Cristo padeceu uma vez pêlos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus» (2 Ped. 3:18). «Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores» (Rom. 5:8). «Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos» (I João 1:8).

     Caro leitor, deve saber no seu coração que é pecador. Compreende que foi por si que Cristo morreu? Será menos agradecido a Deus pelo Seu sacrifício do que o foram aqueles soldados para com aquela mulher? Porque não aceitar o Senhor Jesus Cristo agora mesmo como seu Salvador pessoal, e, de hoje em diante, por meio d'Ele, conhecer o Seu poder purificador, entregando-se a Ele por causa do Seu amor por si? «Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação» (2 Cor. 6:2).

Sermões e Estudos

CMO 10DEZ17
Alerta Pungente Duplo

Sermão proferido por Carlos M. Oliveira em 10 de dezembro de 2017

Simao Santos 01DEZ17a
Origem bíblica do dispensacionalismo

Sermão proferido por Simão Santos em 01 de dezembro de 2017

Teles
Depoimento e Súmula

Testemunho de José Teles em 02 de dezembro de 2017

Perguntas respostas
Perguntas e Respostas

Conferência Bíblica Dispensacionalista realizada 01-03 de dezembro de 2017

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