Uma divisão ignorada no debate Aliancismo versus Dispensacionalismo

Justin Johnson

 
     É comumente dito que o Antigo Testamento era para Israel, enquanto que o Novo Testamento é para a Igreja. Esta divisão errada tem conduzido a uma das maiores e acaloradas fraturas entre Cristãos a respeito do cumprimento das promessas e profecias dadas a Israel.
 
     Os Aliancistas dizem que as promessas e as profecias do Antigo Testamento são cumpridas na Igreja do Novo Testamento. Os Dispensacionalistas (do popular e histórico tipo Atos 2) dizem que as promessas e as profecias não são cumpridas na Igreja do Novo Testamentom mas serão cumpridas no retorno de Israel, como nação, à sua terra.

     Ambas as posições têm os seus problemas, e nenhuma tem o assunto direito. A posição Aliancista tem de espiritualizar, no Antigo Testamento, passagens proféticas claras que falam de Israel. A posição Dispensacionalista tem de explicar a razão de muitas profecias falarem diretamente sobre o Novo Testamento, o ministério terrestre de Jesus, e Pentecostes.
 
     Há uma terceira resposta para o dilema que tem grandemente sido perdida ou ignorada, porque requer uma mudança dramática na forma como as Escrituras são divididas.
 
     Apesar de ambos os campos terem tentado responder à questão da profecia dividindo o Antigo Testamento do Novo Testamento, há uma melhor maneira de dividir as Escrituras: a divisão entre a profecia e o mistério.
 
 
Reinterpretando o Novo Testamento
 
     Os ensinadores Aliancistas advogam reinterpretar o Velho Testamento pelo seu suposto cumprimento espiritual no Novo Testamento.
 
     Muitos ensinadores Dispensacionalistas tomam o Antigo Testamento literalmente, mas deparam-se com a necessidade de espiritualizar passagens do Novo Testamento a fim de as aplicarem à Igreja. Ambos têm espiritualizar porções das  Escrituras.
 
     A resposta para o dilema jaz na divisão correta de ambos os Testamentos proféticas da Igreja, que é um mistério, e deixar ambos os Testamentos nas mãos de Israel, com quem foram feitos.
 
     A Igreja, que é o Corpo de Cristo, foi revelada a Paulo e é descrita como um mistério (Ef 3:6, Col 1:27, Ef 5:32). Não é tema da profecia, quer a profecia seja o Antigo Testamento quer seja o seu cumprimento no Novo (Rm 16:25, Col 1:26).
 
     Afinal o Novo Testamento nunca foi planeado para a Igreja, mas foi profetizado e reiterado em Hebreus como sendo aplicado a Israel:
 
     “Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto” – Hebreus 8:8, citando Jeremias 31:31.
 
 
Ambos certos, ambos errados, nenhum serve
 
     Os Aliancistas estão certos ao afirmarem que o Novo Testamento cumprirá as promessas e as profecias do Antigo Testamento, mas estão errados ao dizerem que temos de alterar o significado profético original para que tal aconteça.
 
     Os Dispensacionalistas estão certos ao dizerem que as profecias não são cumpridas na Igreja, mas estão errados quando tentam aplicar a doutrina do Novo Testamento à Igreja.
 
     A divisão necessária para a interpretação correta da Bíblia não é entre o Antigo Testamento e o Novo, como se um fosse para Israel e o outro para a Igreja. Nenhum Testamento fala do mistério da Igreja, o Corpo de Cristo.
 
     A divisão mais importante a fazer é entre ambos os Testamentos (cujo tema é a profecia para Israel) e a Igreja (cujo tema é o mistério).
 
 
Profecia versus Mistério
 
     Dividir bem o Novo Testamento da Igreja é o que nos separa de todos os outros ensinadores Dispensacionalistas ou Aliancistas.
 
     Em vez de interpretar o Velho Testamento pelo Novo, ou o Novo pelo Velho, nós interpretamos toda a Bíblia através do que é a profecia e do que é o mistério; o que é terreno, e o que é celestial. Estas são as divisões necessárias para se remover a confusão dos chamados pensadores Cristãos.
 
Justin Johnson
 
 
 

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