A verdade bíblica do dom de línguas (III)

Ricky Kurth

O propósito das línguas em Corinto

     A seguir, precisamos de considerar o propósito do dom de línguas em Corinto. Citando o apóstolo Paulo, "as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis"(I Coríntios. 14:22). É claro que as línguas não eram um sinal para os descrentes em geral, mas especificamente para os incrédulos em Israel, pois "os Judeus pedem sinal" (I Coríntios. 1:22), e a igreja de Corinto estava "junto da sinagoga" em Corinto (Actos 18:1-7). E foi assim que a presença do dom de línguas na igreja em Corinto era um sinal para os Judeus incrédulos na sinagoga vizinha.

     Porém, um sinal de quê? Nós não necessitamos de conjecturar, pois precisamente antes de dizer-nos que as línguas eram um sinal, Paulo cita o profeta Isaías (I Coríntios 14:21). Nos dias de Isaías, Israel estava a rebelar-se contra Deus, e Deus tinha tentado falar-lhes em Hebraico (por meio dos profetas) sobre a sua rebelião. Quando eles persistiram na sua revolta, Deus prometeu a falar-lhes numa linguagem que certamente eles entenderiam (Isaías 28:11), a linguagem do castigo.

     Quando os nossos filhos persistem em rebelião depois de os avisarmos em Português claro sobre as consequências, devemos, nesse caso, desencadeá-las falando-lhes numa linguagem que na verdade entendam – a da surra, ou castigo físico. E foi assim que, quando os filhos de Israel persistiram na rebelião contra Deus, seu Pai, apesar das Suas advertências em Hebraico sobre as consequências, Ele prometeu desencadeá-las, falando-lhes "por outra língua" (Isaías 28:11), ou seja, a língua dos seus inimigos.

     Deus cumpriu esta promessa permitindo que Israel fosse levada cativa pela Assíria, e quando Judá a acompanhou na rebelião, Ele permitiu que Nabucodonosor a levasse também em cativeiro. E quando tal aconteceu, isto foi um sinal para o povo de Deus, um sinal de julgamento. Era um sinal de que Deus tinha retirado a bênção que fez de Israel a cabeça das nações enquanto foram obedientes sob o rei David (cf. Deut. 28:1,13) e a tinha dado a "um estrangeiro" (Deut. 28:15,43,44), um estrangeiro chamado Nabucodonosor, fazendo dele "cabeça" das nações (cf. Dn. 2:38b).

     É importante compreender que é por esta razão que Paulo cita Isaías 28:11 para explicar o dom de línguas em Corinto. Veja que depois de Israel ter crucificado o Filho de Deus, e de ter persistido na sua rebelião contra Deus ao apedrejar Estêvão, Deus retirou a bênção de Israel, e deu-a ao Gentios (Actos 13:46; 28:27,28). E foi assim que, quando os Judeus na sinagoga de Corinto se viram a adorar na porta ao lado dos crentes Gentios que falavam em "outra língua", isso se tornou um sinal para eles, um sinal de julgamento. Quando Deus retirou um dos sinais miraculosos que os Judeus consideravam "os nossos sinais" (Salmos 74:9) e o deu aos Gentios, para Israel isso era um sinal de que eles estavam a ser julgados por Deus.

     Tudo isto faculta uma prova adicional de que as línguas faladas em Corinto eram línguas dos homens, e não uma língua angélica desconhecida dos homens. Se a frase "outra língua" em Isaías 28:11 fala de uma língua dos homens e não de uma língua exclusiva dos anjos, e Paulo cita essa passagem para explicar o dom de línguas em Corinto, então temos de concluir que as línguas que os Coríntios falavam também eram línguas dos homens, pois caso contrário a comparação de Paulo não seria comparável.

     Alguns podem objectar dizendo que, quando Paulo diz: "… o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende …" (I Coríntios. 14:2), isso prova que a língua desconhecida em Corinto não era uma língua dos homens. Todavia se eu falar em Alemão numa sala onde ninguém fala Alemão, então, "ninguém [me] entende". Claro que Deus entende, por isso pode ser correctamente dito que eu falo "não … aos homens, senão a Deus."


O propósito deste artigo

     Ao concluir, o leitor deve examinar as Escrituras e descobrir se estas coisas são assim. Esperamos que esta informação, que refuta as reivindicações dos Pentecostais modernos, não seja usada para os atacar, mas sim para os ajudar, e a outros, a ver que o dom de línguas cessou. Se a partir daí puder levar alguém a uma compreensão da Palavra de Deus bem manejada, e a todas as bênçãos que vêm com esta compreensão, que dia de alegria será!  

Ricky Kurth
(FIM)

Sermões e Estudos

Dario 20mai18
Três Perfis

Sermão proferido por Dário Botas em 20 de maio de 2018

Estudo Bíblico
Estudo Bíblico

Sobre a Epístola aos Colossenses 1:24 realizado em 23 de maio de 2018

José Carvalho
Mentira & Mentira

Sermão proferido por José Carvalho em 13 de maio de 2018

Estudo Bíblico
Estudo Bíblico

Sobre a Epístola aos Colossenses 1:24 realizado em 16 de maio de 2018

ver mais
 
  • Avenida da Liberdade 356 
    356 2975-192 QUINTA DO CONDE





     
    Hotel Íbis, Avenida Casal Ribeiro, 23
    1000-090 LISBOA
  • geral@iqc.pt 
  • 966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • QUINTA DO CONDE
    Clique aqui para ver horário






     

    LISBOA
    Clique aqui para ver horário