O conhecimento do Mistério e o seu efeito sobre as nossas vidas

crstam 80 2

 

     “O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos; 

     “Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; 

     “A Quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo” (Col. 1:26-28).  

 

     Mesmo após uma leitura superficial das epístolas de Paulo, vê-se claramente que a sua grande mensagem foi, nem mais nem menos do que, a revelação do segredo “escondido em Deus” ao longo de todas as dispensações precedentes; que o que ele anunciou não foi um cumprimento do plano profético, mas uma interrupção do mesmo.  

     Se a nação de Israel tivesse aceitado o Messias em Pentecostes, ela ter-se-ia tornado no canal de bênção para as nações e os homens teriam testemunhado o cumprimento da profecia entre os Gentios. Mas a presente bênção dos Gentios pela graça, por meio da queda da nação de Israel, chama-se um “mistério”, uma obra não profetizada “entre os Gentios”. A passagem acima citada declara que Deus quis fazer conhecer aos Seus santos “quais as riquezas da glória deste mistério entre os Gentios”. Que Deus abrevie o dia em que multidões virão ao conhecimento e bênção desta verdade maravilhosa!  


COMO NOS AFECTA NO DOMÍNIO FÍSICO  

     Fora das epístolas de Paulo a Palavra de Deus declara:  

     “... porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mar. 16:18).

     “E a oração da fé salvarão o doente ...” (Tia. 5:15).  

     Quantos reclamam estas promessas nas reuniões de “cura” dos nossos dias! Aparentemente parece haver poucas dúvidas de que pelo menos algumas dessas “curas” são genuínas. No entanto muitos dos “curados” têm que se manter a dizer a si mesmos que estão restabelecidos, enquanto outros sabem muito bem que o não foram. Entretanto a taxa de óbitos continua inalterada entre Pentecostais, Católicos Romanos e Cientistas Cristãos, todos os que baseiam os seus clamores de cura nas passagens acima e análogas, e todos os que podem exibir “evidências” idênticas, deixando esta vida, um por um, à semelhança dos demais. Todos os seus clamores falham no teste final.  

     O conhecimento do mistério firma-nos nesta matéria e liberta-nos da desilusão inevitável que advém àqueles que reclamam promessas que não lhes foram feitas.  

     Marcos 16:18, que citámos acima, é parte da grande comissão dada por nosso Senhor aos Seus onze apóstolos. Se o reino que eles proclamaram tivesse sido aceite, os que foram curados teriam continuado a viver em perfeita saúde. Todavia o reino não foi aceite. Por isso Deus interrompeu o programa profético e levantou Paulo, o outro apóstolo, para oferecer a reconciliação aos Seus inimigos, pela graça, por meio da fé.  

     Em relação a esta interrupção do programa profético com as suas manifestações de cura, o nosso apóstolo faz uma declaração inspirada que todos nós faríamos bem em meditar:  

    “Porque sabemos que TODA a criação geme e está juntamente com dores de parto ATÉ AGORA.  

     “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, ESPERANDO a adopção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rom. 8:22,23).  

     Quanto à promessa: “a oração da fé salvarão o doente ...”, é evidente que ela não nos foi feita a nós, pois foi escrita por Tiago, não Paulo, e foi dirigida “às doze tribos que andam dispersas” (Tia. 1:1). Certamente que tal promessa não é aplicável aos Israelitas dos nossos dias na sua incredulidade, e não é sequer dirigida aos Gentios ou ao Corpo de Cristo.  

     Porém Paulo, “o apóstolo dos Gentios” (Rom. 11:13) e ministro do Corpo (Col. 1:24,25) torna inequivocamente claro que apesar de na presente dispensação Deus ter misericórdia frequentemente dos doentes por um tempo, em resposta às orações, “o homem exterior” mais “se corrompe” (2 Cor. 4:16) e “também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados” (2 Cor. 5:4). De facto, face à iniquidade de “este presente século mau” (Gál. 1:4) e à correspondente revelação da super-abundante graça de Deus (Rom. 5:20) é para nosso bem que nós somos “carregados” fisicamente.  

     Ao próprio Paulo foi “dado um espinho na carne”, a fim de que não se “exaltasse pela excelência das revelações” que lhe foram feitas, e como resultado perdesse a sua utilidade e recompensa (2 Cor. 12:7). Ele orou três vezes ao Senhor para que lhe fosse removida a aflição (Ver. 8)., mas foi-lhe dito:  

     “A MINHA GRAÇA TE BASTA, PORQUE O MEU PODER SE APERFEIÇOA NA FRAQUEZA” (VER. 9).  

     Quão verídico temos visto isto ser assim na nossa experiência! As nossas enfermidades têm-nos feito depender muitíssimo mais de Deus e orar mais intensamente. Têm servido para nos tornar humildes e nos levar para uma mais íntima comunhão com Aquele em cuja presença há “plenitude de alegria”. Sob as presentes circunstâncias a vitória espiritual na doença é geralmente uma bênção muito maior do que a libertação da própria doença. Raramente “a melhor das saúdes” nos pode ser confiada, porque somos muito propensos a esquecermo-nos d’Aquele que nos ama.  

     Que os nossos leitores possam ver isto, e que possamos ser capacitados a dizer com todo o nosso coração o que o apóstolo Paulo disse nesta relação:  

     “... DE BOA VONTADE, POIS, ME GLORIAREI NAS MINHAS FRAQUEZAS, PARA QUE EM MIM HABITE O PODER DE CRISTO.  

     “POR ISSO SINTO PRAZER NAS FRAQUEZAS (OU, ENFERMIDADES), ... PORQUE QUANDO ESTOU FRACO ENTÃO SOU FORTE” ( 2 COR. 12:9,10).  


COMO NOS AFECTA NO DOMíNIO MATERIAL
  

     O conhecimento do mistério também tem um efeito profundo sobre a nossa forma de administrar os nossos interesses materiais, sejam estes grandes ou pequenos.  

     Sem este conhecimento, como é que o povo de Deus pode encarar mandamentos impossíveis de se levar a cabo hoje?  

     Durante o Seu ministério terreno o nosso Senhor disse a um potencial seguidor:  

     “Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-Me” (Mar. 10:21).  

     Doze homens que já tinham abandonado tudo para O seguirem (Mat. 19:27 cf Mat 4:18-22; Luc. 5:27,28, etc.) foram enviados mais tarde como Seus apóstolos, com as seguintes instruções:  

     “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos” (Mat. 10:9).  

     E ao “pequeno rebanho” de Seus seguidores Ele disse:  

     “Não temais, ... porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.  

     “Vendei o que tendes, e dai esmolas ...” (Lucas 12:32,33).
  

     No Seu grande Sermão do Monte, Ele disse:  

     “Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes” (Mat. 5:42).  

     Nestas e noutras passagens das Escrituras é evidente que os que quisessem seguir o Senhor deviam desfazer-se das suas possessões terrenas.  

     Isto ainda é um requisito? Os que reconhecem o ministério especial de Paulo para a presente dispensação sabem que não é, pois o nosso apóstolo designado por Deus diz, por inspiração:           

     “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel [Lit., descrente]” (1 Tim. 5:8).  

     Mas e os que não reconhecem Paulo como o apóstolo da presente dispensação, nem compreendem o grande mistério que ele foi enviado a proclamar; que supõem que o seu ministério não era senão uma perpetuação do dos doze: como podem esquivar-se a estes mandamentos claros do nosso Senhor?  

     Alguns destes lembram-nos que porque Israel rejeitou o seu Rei, o Senhor revogou estes requisitos do reino precisamente antes da cruz (Lucas 22:35-38), mas nós lembramos-lhes que na cruz o Senhor orou pedindo o perdão dos Seus inimigos e que o programa desde então foi reavivado entre os seguidores de Cristo com mais afinco do que nunca. Foi em Pentecostes, depois da “grande comissão” e do derramamento do Espírito Santo, que “TODOS os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister” (Act. 2:44,45). “Ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Não havia, pois, entre eles necessitado algum” (Act. 4:32-34).  

     Os que defendem que o Sermão do Monte e os ensinos terrenos do nosso Senhor pertencem à presente dispensação, ou que querem que “voltemos a Pentecostes” é claro que falham em demonstrar as suas crenças. Eles não dão as suas possessões para o bem comum. Em vez disso diluem os mandamentos claros do nosso Senhor, ao sugerirem que deveríamos estar prontos para darmos tudo; que esta deveria ser a nossa atitude de coração.  

     Atitude de coração – sem qualquer expressão ou evidência da mesma? Os crentes Pentecostais não interpretaram assim as instruções do seu Mestre. Eles tomaram a sério as palavras solenes com que Ele encerrara o Seu Sermão do Monte:  

     “Todo aquele, pois, que escuta estas Minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;  

     “E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.  

     “E aquele que ouve estas Minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;  

     “E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda” (Mat. 7:24-27).

     Nós ainda não compreendemos bem porque é que aqueles irmãos referidos não vendem o que possuem e não dão aos pobres. Eles não poderão fazer isto sem se meterem em dificuldades financeiras e desonrarem o seu Senhor. Mesmo em Jerusalém esta ordem de coisas desmoronou-se quando a oferta do reino foi rejeitada por Israel e removida. E os crentes ali não poderiam ter, de algum modo, praticado isto se as naturezas de todos não estivessem sobrenaturalmente controladas pelo Espírito Santo (Act. 2:4).  

     Quão tranquilizador e reconfortante descobrir que tais mandamentos não são dados para nossa obediência neste “presente século mau”, e que as instruções que nos são dadas ajustam-se com perfeição às circunstâncias em que nos encontramos.  

     Somos instruídos para prover para os nossos e principalmente para os da nossa família (1 Tim. 5:8), ainda que sejamos avisados que “os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tim. 6:9,10). Semelhantemente, os que são “ricos neste mundo” são exortados para que “não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis 1 (1 Tim. 6:17,18).  

     Nos ensinos de Paulo para nós não é dito a ninguém que disponha de todos os seus bens para que sejam distribuídos entre os seus irmãos. No entanto somos todos lembrados que devemos abundar na graça de dar sacrificadamente (2 Cor. 8:3-7) para provarmos a sinceridade do nosso amor (Ver. 8), lembrando-nos da “graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de” nós se fez pobre; para que pela Sua pobreza enriquecêssemos (Ver. 9). Nós somos instruídos a dar sistematicamente (1 Cor. 16:1,2), avisadamente (Ver. 2), alegremente (2 Cor. 9:7), lembrando-nos que “mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Actos 20:35) e “que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Cor. 9:6).  

     Mais importante que tudo: devemos dar-nos primeiro ao Senhor e à Sua obra (2 Cor. 8:5) sabendo que não temos nada que não tenhamos primeiro recebido de Deus (1 Cor. 4:7); que não somos de nós mesmos, mas que fomos comprados por bom preço – e que preço! (1 Cor. 6:19,20). Como a obra de Deus prosseguiria a bom ritmo se estas coisas fossem lembradas e observadas!  


COMO NOS AFECTA NO DOMÍNIO ESPIRITUAL  

     Apesar do conhecimento do mistério revelado por meio de Paulo ter um profundo efeito prático sobre as nossas vidas no domínio físico e material, tem um efeito muito maior no domínio espiritual.  

     COMO AFECTA O NOSSO ESTUDO DA PALAVRA  

     Oh como o conhecimento do mistério soluciona o emaranhado complicado em que os teólogos nos têm deixado no que diz respeito à mensagem e programa de Deus para hoje! Oh como os ensinos das Escrituras a respeito das outras dispensações se encaixam nos seus respectivos lugares e se harmonizam quando vistas à luz deste segredo sagrado! É uma solução única para tantos problemas; uma única chave para tantas portas!  

     Após a Sua ressurreição o nosso Senhor apareceu aos Seus apóstolos e “abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” – ou seja, as Escrituras do Velho Testamento, que era tudo o que possuíam na época. Esta declaração de Lucas 24:45 não implica que agora os apóstolos compreendiam todos os detalhes e não tinham mais a aprender, pois o nosso Senhor continuou a ensiná-los durante mais quarenta dias. Implica antes que eles agora compreendiam o plano profético e tinham nas suas mãos a chave para os eventos que estavam a ocorrer ao seu redor.  

     Também é assim com o mistério que o Senhor ascendido revelou a Paulo. A compreensão do mesmo não implica o domínio de todos os detalhes das Escrituras ou mesmo de todas as Escrituras relativas à presente dispensação. Implica antes a compreensão do plano há muito tempo oculto, que é o segredo do relacionamento de Deus com os homens de todos os séculos, e especialmente com os homens deste “presente século mau”.  

     Na interpretação das Escrituras só há realmente uma única alternativa ao reconhecimento e compreensão da verdade do mistério; que é a chamada “espiritualização” das promessas e profecias do Velho Testamento.2

     A teoria da “espiritualização” das Escrituras surgiu da falta de reconhecimento de “o mistério” proclamado por Paulo. Os teólogos observaram que as profecias, no Velho Testamento, acerca de Cristo e Israel começaram a cumprir-se no Novo. Exactamente como foi predito, o nosso Senhor nasceu de uma virgem, na cidade de Belém; foi criado em Nazaré e mais tarde foi pregar “o Evangelho” e andou a “fazer o bem”. Mas apesar disto e apesar do facto de Jesus ter sido da linha real de David, tanto física como legalmente, Ele foi odiado, objecto de conspiração e entregue à morte. Ele foi crucificado, sepultado, ressuscitado; ascendeu ao céu e enviou o Espírito Santo – tudo em cumprimento literal da profecia do Velho Testamento.  

     Mas a partir daqui o cumprimento literal das profecias seguintes – como a vinda de Cristo para reinar como Rei no trono de David sobre a casa de Jacob na terra de Canaã – parece ter cessado. Foi assim que os teólogos concluíram que o Espírito não podia ter significado exactamente o que disse nesta última lista de profecias. Concluíram que por “trono de David” Ele deve-se ter referido ao trono que Ele agora ocupa à mão direita do Pai, que por Canaã deve ter querido dizer o céu, que a Igreja hoje é “Israel espiritual” e que as predições da Sua exaltação como Rei de Israel refere-se à Sua presente posição como Cabeça da Igreja. 

     A MÃE DAS HERESIAS
  

     Mas esta alteração arbitrária da clara Palavra de Deus para a fazer adaptar a um plano preconcebido nunca deveria ser chamada de “espiritualização das Escrituras”. Não há nada de espiritual no torcer a Palavra de Deus, e decerto que não é espiritualidade, mas carnalidade e presunção, mudar a Palavra escrita  para o que Deus não disse.  

     Na realidade, a chamada Espiritualização” das Escrituras é a mãe das heresias. O mal deste sistema de interpretação jaz nos seguintes factos:  

     1.      Deixa-nos à mercê dos teólogos.
  

     Se as profecias do Velho Testamento não significam o que obvia e naturalmente parecem querer dizer, quem tem autoridade para decidir o que elas significam? Se alguns teólogos podem fazer com que “a terra de Canaã”, “o trono de David” e “a casa de Jacob” signifiquem tudo menos o que estas expressões significam, podem interpretar praticamente qualquer porção das Escrituras a seu bel-prazer – e é o que alguns têm feito!  

     Como ter a certeza da essencialidade de qualquer doutrina? Como podemos estar certos de que Rom. 4:5 e Efé. 2:8,9 não podem ser semelhantemente alterados seguindo a mesma via “espiritual”? Porventura a salvação afinal talvez não seja pela graça. Talvez seja pelas obras. O significado destas passagens das Escrituras talvez seja diferente. E da mesma forma que somos supostos ser Israel espiritual, quem sabe se algum outro grupo não possa ser “nós” espiritual!  

     Portanto, pela chamada “espiritualização” das Escrituras os teólogos de amanhã podem arrancar-nos o que os teólogos de hoje têm concordado em nos legar. E, assim sendo, à semelhança dos Romanistas, não nos faria nenhum bem volvermo-nos para a Bíblia a fim de recebermos luz, pois as Escrituras não quereriam dizer o que dizem e só teólogos treinados poderiam interpretá-las para nós.  

     2.      Afecta a veracidade de Deus.
  

     É um ataque à Sua elevadíssima honra.  

     Consideremos, por exemplo, o Concerto Abraâmico. Ora é simplesmente justo que àquele a quem foi feita a promessa seja dada uma compreensão clara da mesma, ou pelo menos que a promessa não o engane e o leve a esperar o que não receberá, pois ele tem o direito de reclamar exactamente o que lhe foi prometido.  

     Moisés reclamou a promessa que Deus fizera a Abraão, Isaque e Jacob, a respeito da sua semente. Em Deut. 1:8 vemo-lo dizer a Israel:  

     “EIS QUE TENHO POSTO ESTA TERRA DIANTE DE VÓS; ENTRAI E POSSUÍ A TERRA QUE O SENHOR JUROU A VOSSOS PAIS, ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ, QUE A DARIA A ELES E À SUA DESCENDÊNCIA DEPOIS DELES”.  

     Mas se esta promessa não pode ser tomada à letra; se Deus não quis dizer o que disse; se induziu a semente de Abraão a esperar o que não lhe tencionava dar, teria Ele sido honesto? Como é que então poderíamos depender de qualquer das Suas promessas?  

     Pedro escreve aos crentes da dispersão:  

     “E TEMOS, MUI FIRME, A PALAVRA DOS PROFETAS, À QUAL BEM FAZEIS EM ESTAR ATENTOS ...” (2 Ped. 1:19).  

     Mas nenhuma profecia é segura se é intencionada uma ideia diferente da que ela veicula. Na realidade uma tal prática seria, no mínimo, engano deliberado. Portanto, apesar da alteração arbitrária da clara Palavra de Deus por parte do homem poder ser denominada de “espiritualização” das Escrituras, a realidade é que belisca a integridade de Deus. Para isto só pode haver uma réplica:           

     “POIS QUÊ? SE ALGUNS FORAM INCRÉDULOS, A SUA INCREDULIDADE ANIQUILARÁ A FIDELIDADE DE DEUS?  

     “DE MANEIRA NENHUMA; SEMPRE SEJA DEUS VERDADEIRO, E TODO O HOMEM MENTIROSO ...” (Rom. 3:3,4).  

     3.      Endossa a apostasia.
  

     Quando, por exemplo, Lucas 1:32,33 é “espiritualizado” o Liberal diz: “Óptimo! O trono de David e a casa de Jacob têm de ser vistos no sentido espiritual  - e assim tem de ser o contexto! Cristo não nasceu realmente de uma virgem. Este retrato visa meramente impressionar-nos com a Sua pureza de carácter”.  

     E o Liberal nega a ressurreição do mesmo modo. Concordando com o espiritualizador, a saber, que Cristo realmente não ocupará o trono de David, ele continua a argumentar: Nem Ele ressuscitou realmente dos mortos! As Escrituras que afirmam isso têm de ser interpretadas de outro modo.  

     E aqui entram os membros das várias seitas reclamando fazer parte dos 144.000 Israelitas do Livro de Apocalipse. Perguntemos-lhes a que tribo pertencem e explicarão que os Israelitas ali referidos não são físicos, mas espirituais.  

     E a Igreja Católica Romana utiliza o mesmo raciocínio. Ela procura estabelecer o reino de Cristo na terra. À primeira vista pode parecer que ela se inclina mais para uma interpretação literal do que “espiritual”, mas não é verdade, pois agora Cristo não está a ocupar o trono literal de David, nem a Igreja de Roma é a literal nação de Israel.  

     Heresias, uma após outras têm-se levantado e ganho terreno, não pela negação da Palavra de Deus escrita, mas pela sua perversão, por não se aceitar a Palavra de Deus tal como é, e por se mudar a mesma a fim de a harmonizar com teorias humanas.

     A ÚNICA ALTERNATIVA
  

     Mas porque é que teólogos piedosos sinceros têm, ao longo dos séculos, alterado a clara Palavra de Deus relativamente ao reino de Cristo na terra? Teriam tido a intenção de perverter as Escrituras? Não acreditamos nisso. O rumo que tomaram era a única alternativa ao reconhecimento do “mistério ...oculto em todos os séculos e gerações”, mas revelado nas epístolas Paulinas.  

     Se estes homens de Deus tivessem escutado a Palavra do Espírito por meio de Paulo não teriam sentido necessidade de alterar as profecias do Velho Testamento para as fazer harmonizar com a presente dispensação. Teriam sabido que quando, profeticamente, tudo estava pronto para o derramamento da ira de Deus e a vinda de Cristo para “despedaçar” as nações e “esmigalhá-las com uma vara de ferro”; quando profeticamente tudo estava pronto para o Seu retorno para julgar e reinar, Deus interrompeu o programa profético para fazer algo que nunca tinha predito, ao salvar Saulo de Tarso, o líder da rebelião do mundo e ao usá-lo para introduzir a “dispensação da graça de Deus” (Efé. 3:1-3) com o seu “Evangelho da graça de Deus” (Act. 20:24), pelo qual Judeus e Gentios são reconciliados com Deus em um só Corpo (Efé. 2:16) tendo Cristo por sua Cabeça viva (Col. 1:18) e a sua posição e porção nos lugares celestiais à mão direita de Deus (Efe. 1:3; 2:6; Col. 3:1-4).  

     Quanto aos Fundamentalistas que repudiam o método da “espiritualização”, mas não vêem nem reconhecem o mistério e o ministério diferente de Paulo, estão num constante estado de embaraço. Para manterem as suas posições confusas quanto à “grande comissão” e ao baptismo na água, são forçados a alterar porções claras das Escrituras de uma forma que eles mesmo não ousariam chamar-lhe de espiritualização (exemplo: Marcos 16:15-18; Actos 2:38, etc). Por conseguinte a grande alternativa continua a mesma: Aceitar a Palavra de Deus como é, reconhecendo que o programa profético foi interrompido (certamente, uma interrupção planeada) pela dispensação da graça de Deus, ou perverter as Escrituras e desonrar Deus.  

     Do mesmo modo que a chamada “espiritualização” das Escrituras é a mãe das heresias, “o mistério”, o segredo sagrado revelado através de Paulo, é a resposta para todas as heresias e a explicação dos planos e propósitos de Deus que pode fazer do estudo da Bíblia uma delícia.  

     Quando a verdade da justificação pela graça por meio da fé apenas foi recuperada nos dias de Lutero, os que a receberam exclamaram: “Como ela abre as Escrituras!”. Mais tarde, quando sob John Darby, e outros, a verdade da vinda iminente do Senhor começou a ser redescoberta, os que a receberam exclamaram também: “Como ela abre as Escrituras!”. E hoje, quando a verdade do mistério é redescoberta, os que a recebem exclamam uma vez mais, e com mais razão do que nunca: “Como ela abre as Escrituras!”.  

     Nunca antes o estudo da Bíblia provou ser um prazer tão grande para os que querem prosseguir na verdade. Nunca foi um desafio tão grande. Oh, que o povo de Deus tenha uma paixão única por conhecer a Palavra de Deus e torná-la conhecida! Se o fizer verá que o mistério revelado por meio de Paulo é a resposta para os nossos tempos. Mas a ignorância da Bíblia entre os Cristãos, e até os seus líderes, e a sua indiferença para com ela, é espantosa. Que Deus ainda conceda um verdadeiro reavivamento espiritual entre nós; um interesse renovado pelo que Ele tem dito, um renovado desejo de compreender e de executar a Sua Palavra, antes que a oportunidade de ouro nos seja tirada.  

     COMO AFECTA A NOSSA VIDA DE ORAÇÃO
  

     O que é que faz com que crentes sinceros reclamem passagens como Mat. 21:22; Mat. 18:19 e Tia. 5:15, com as suas promessas de respostas às orações do tipo cheque em branco? Interroguemo-los e invariavelmente responderão que as reclamam porque se encontram “na Bíblia”, não manejando (ou, dividindo) bem a Palavra da verdade; não vendo que o propósito profético, contemplado em cada um dos casos, foi suspenso para o presente devido à nação de Israel ter rejeitado Cristo e devido à entrada da dispensação da graça.  

      Os referidos crentes têm de admitir, com toda a honestidade, que mesmo a oração feita com fé, hoje, não é sempre respondida na afirmativa, que a concórdia de dois crentes na terra não garante uma resposta a tudo o que pedirem, que a oração da fé não salva sempre o doente – na realidade, até ao momento os homens continuam a morrer um a um, raramente chegando aos 100 anos, uma idade que, teria sido e, será, considerada infantil durante o reino terreno de Cristo (Isa. 65:20).  

     Exceptuando os crédulos ingénuos, o resultado inevitável da reclamação de tais promessas 3 não pode deixar de ser a desilusão e o abalo da fé.  

     Como o conhecimento do mistério revelado por intermédio de Paulo altera tudo isto! Os ensinos das epístolas Paulinas ajustam-se com precisão à situação em que nós nos encontramos hoje, e quando as estudamos louvamos Deus por Ele não nos conceder tudo o que pedimos, mesmo com fé, deixando alegremente a disposição das nossas vidas inteiramente nas Suas mãos.  

     Nas trevas deste “presente século mau” reconhecemos Rom. 8:26 que diz que não sabemos o que havemos de pedir, como convém; reconhecemos Rom. 8:28, que diz que Deus opera tudo para nosso bem; praticamos Fil. 4:6, que diz para não estarmos ansiosos por coisa alguma, e tornarmos conhecidos a Deus, com acção de graças, os nossos pedidos a Deus; e experimentamos Fil. 4:7, que diz que a paz de Deus que excede todo o nosso entendimento, guarda os nossos corações e mentes, por meio de Cristo Jesus.  

     COMO AFECTA A NOSSA CONDUTA
  

     Como temos dito, “o mistério” não é meramente um segredo oculto dos que viveram antes de Paulo. É também o segredo das boas notícias de Deus e da Sua maneira de agir com a humanidade ao longo dos séculos.  

     Na revelação do mistério vemos a identificação de Cristo connosco e a nossa identificação com Ele; como Ele, de facto, se tornou um connosco e morreu a nossa morte de modo a podermo-nos tornar um com Ele e participarmos da Sua vida.  

     Portanto podemos dizer com Paulo:  

     “JÁ ESTOU CRUCIFICADO COM CRISTO; E VIVO, NÃO MAIS EU, MAS CRISTO VIVE EM MIM; E A VIDA QUE AGORA VIVO NA CARNE, VIVO-A NA FÉ [FIDELIDADE] DO FILHO DE DEUS, O QUAL ME AMOU, E SE ENTREGOU A SI MESMO POR MIM” (Gál. 2:20).  

     Como tudo isto nos faz viver uma vida objectiva! Quão abençoado viver na realização de que fomos baptizados pelo Espírito Santo na morte, sepultura e ressurreição de Cristo; podermos considerar o nosso “velho homem” verdadeiramente morto e esquecermo-nos dele; sabermos que Deus nos considera já no céu (Rom. 6; Efé. 2). Como este conhecimento deveria afectar a nossa conduta e levar-nos a viver para Deus com absoluta gratidão.  

     Os crentes sob a Lei também tinham muitos motivos para ser agradecidos, mas comparemos as suas circunstâncias com as nossas. Eles não podiam esquecer o passado, ou considerar a velha natureza morta e sepultada. No seu sistema sacrificial havia o grande Dia da Expiação em que anualmente se fazia “comemoração dos pecados” (Heb. 10:3). Nesse dia eles não trabalhavam, e passavam o tempo a afligir as suas almas pelos pecados que tinham cometido, enquanto o sumo sacerdote oferecia um sacrifício para a sua expiação e confessava “todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os punha sobre a cabeça do bode” (Lev. 16;9,21,29-31). Mas é evidente que estes sacrifícios não podiam “aperfeiçoar os que a eles” se chegavam, “doutra maneira, teriam deixado de se oferecer” (Heb. 10:1,2).  

     Ah, mas nós, hoje, não devemos, de modo algum, ceder a este tipo de introspecção. Com o conhecimento de que os nossos pecados, do berço à urna, foram julgados, podemos e devemo-nos esquecer “das coisas que atrás ficam” e prosseguir “para ... o alvo” – o gozo da nossa alta e santa chamada em Cristo (Fil. 3:13,14).  

     Como isto, concede, ou deveria conceder, estatura à nossa conduta! Aqui, tudo se baseia em graça e gratidão. Não há espaço para a introspecção ou a ocupação com o ego. Por isso o apóstolo diz:  

     “ROGO-vos, pois, irmãos, PELA COMPAIXÃO DE DEUS, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1).  

     “ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, QUE ANDEIS COMO É DIGNO DA VOCAÇÃO COM QUE FOSTES CHAMADOS” (Efé. 4:1).

     COMO AFECTA O NOSSO TESTEMUNHO
  

     Quando reconhecemos o mistério e o plano de Deus para a presente dispensação deixamos de ter como alvo o estabelecimento do reino de Cristo na terra, no qual o arrependimento e o baptismo na água tinham um lugar muito saliente. Nós sabemos que está suspenso até à vinda de Cristo. Muito menos pregamos a lei, pois “agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus” (Rom. 3:21).  

     Também não estamos a procurar salvar o mundo. Sabemos que o mundo foi entregue ao juízo, embora Deus tenha dado um período de graça em que indivíduos, Judeus e Gentios, podem ser reconciliados com Deus num só corpo, pela graça, por meio da fé, tendo por base a obra consumada de Cristo.  

     Procurando salvar, não o naufrágio mas, as almas em perigo de naufragar, levamos a cabo a nossa “grande comissão” rogando aos homens, da parte de Cristo, que se reconciliem com Deus, visto que Deus fez Cristo ser pecado por nós, para que nós pudéssemos ser feitos justiça de Deus n’Ele ( 2 Cor. 5:18-21).  

     COMO AFECTA A NOSSA COMUNHÃO
  

     O conhecimento do mistério também afecta a nossa comunhão como crentes, pois ensina que “todos nós fomos baptizados em um Espírito, formando UM CORPO” (1 Cor. 12:13). Apesar dos credos denominacionais, “Há UM SÓ CORPO ... UM SÓ SENHOR, UMA SÓ FÉ, UM SÓ BAPTISMO” (Efé. 4:4,5).  

     Assim temos a liberdade, sim, o desejo de gozar de comunhão com todo o povo de Deus. Os nossos irmãos denominacionais muitas vezes interrogam-se sobre o porque é que não os deixamos sós, porque é que continuamos permanentemente a chamar a sua atenção para o ensino do mistério, com o seu “um só corpo” e “um só baptismo”. A razão é que apesar de, geralmente, eles não nos considerarem um com eles, nós consideramo-los um connosco, como co-membros do Corpo de Cristo, a única Igreja verdadeira da presente dispensação.  

     Nós visualizamos o dia em que, pela graça de Deus, os muros denominacionais cairão e todos nós gozaremos da nossa unidade em Cristo. Entretanto procuramos a comunhão que podemos ter com os que amam e confiam no nosso Senhor em verdade, quaisquer que sejam as suas ligações denominacionais.  

     Todavia há realmente uma comunhão mais íntima entre os que têm chegado, ou tenham começado a chegar, ao conhecimento do mistério – uma comunhão a que não se pode comparar nada na terra.  

     Oh, como Paulo trabalhou  e lutou e orou pelos santos, “para que os seus corações” estivessem “unidos em amor” ao atingirem “a plenitude da inteligência”  pelo “conhecimento [Gr. epignosis] do mistério” (Col 2:1,2). E como, de facto, este conhecimento une os corações! Nenhum escritor da Bíblia tem tanto a dizer sobre a comunhão e o gozo da companhia de uns com os outros, como Paulo. Os que têm entrado nesta comunhão, mais abençoada que qualquer outra, só a perdem desviando-se dos ensinos de Paulo e das gloriosas verdades do mistério.  

     COMO AFECTA O NOSSO SOFRIMENTO POR CRISTO
  

     Até os nossos sofrimentos são santificados pelo conhecimento do mistério apesar de, com certeza, poucos de nós, na actualidade, termos realmente sofrido muito por Aquele que morreu por nós. Talvez se fossemos mais fiéis, pudéssemos experimentar este privilégio em maior grau. Em qualquer caso devemo-nos lembrar das palavras de Paulo, inspiradas pelo Espírito:  

     “PORQUE A VÓS VOS FOI CONCEDIDO, EM RELAÇÃO A CRISTO, NÃO SOMENTE CRER N’ELE, COMO TAMBÉM PADECER POR ELE” (Fil. 1:29).  

     Mas o que é que os nossos sofrimentos, grandes ou pequenos, têm a ver com o mistério revelado a Paulo? Vejamos.  

     Paulo escreveu aos crentes Colossenses:  

     “REGOZIJO-ME AGORA NO QUE PADEÇO POR VÓS, E NA MINHA CARNE CUMPRO O RESTO DAS AFLIÇÕES DE CRISTO, PELO SEU CORPO, QUE É A IGREJA” (Col. 1:24).  

     Certamente que o apóstolo não pretendia implicar aqui que a obra redentora de Cristo não tinha sido completada. Esta passagem só pode ser explicada pelo mistério – que na realidade é aqui o tema (Ver Vers. 25-27).  

     Foi quando, por assim dizer, o cenário estava preparado para o retorno de Cristo com o fim de julgar e reinar, que o Senhor rejeitado revelou a Paulo o segredo do Seu eterno propósito e graça. Segundo este propósito o Senhor permaneceria ausente (exilado) por um tempo, em graça, oferecendo reconciliação aos Seus inimigos.  

     Assim Ele continua até agora num Exílio Real, desprezado e blasfemado por toda a parte. Mas quem é que suporta os sofrimentos da Sua rejeição continuada? Ele agora é bendito para sempre. Os Seus sofrimentos acabaram. Somos nós que, como Paulo, nos erguemos diante do mundo no lugar de Cristo, levando o Seu vitupério, enquanto oferecemos aos homens graça e paz por meio da Sua obra consumada. Nós cumprimos aquilo que ainda resta das Suas aflições como Filho de Deus rejeitado.  

     Não espanta, pois, o apóstolo dizer que nos é dado, como privilégio, sofrer por Ele. Certamente que foi um privilégio para os crentes Messiânicos sofrerem pelo seu Rei rejeitado, pois eles assim o consideraram (Act. 5:41), mas o nosso sofrimento é, duma forma especial, o Seu sofrimento e o crente espiritual nesta dispensação da graça orará com Paulo:  

     “PARA CONHECÊ-LO, E À VIRTUDE DA SUA RESSURREIÇÃO, E À COMUNICAÇÃO DE SUAS AFLIÇÕES, SENDO FEITO CONFORME À SUA MORTE” (Fil. 3:10).

- C.R.S.

1 A ideia é que sejam contribuintes generosos.

2 Para se ter uma interpretação clara e correcta das Escrituras há a necessidade imperiosa de se reconhecer e compreender a verdade do mistério. O não reconhecimento e a falta de compreensão desta verdade levanta automaticamente, perante o estudioso da Bíblia, sérias lacunas que não podem ser vencidas e contradições reais que não se podem evitar. Muitos crentes sinceros, por não reconhecerem e não compreenderem a verdade do mistério, têm inevitavelmente ficado deveras embaraçados para poderem explicar essas lacunas e contradições, não lhes restando outra alternativa para os problemas que se lhes deparam, senão espiritualizarem as passagens. É assim que surge a teoria da “espiritualização”.

3 As promessas “tudo o que” encontram-se apenas numa pequena porção da Bíblia – a que regista o ministério terreno do nosso Senhor e a promessa “a oração da fé salvará o doente”, que é dirigida por Tiago às “doze tribos que andam dispersas” (Tia. 1:1). Veja o opúsculo do autor: A Oração Não Respondida.

 

Sermões e Estudos

CMO 10DEZ17
Alerta Pungente Duplo

Sermão proferido por Carlos M. Oliveira em 10 de dezembro de 2017

Simao Santos 01DEZ17a
Origem bíblica do dispensacionalismo

Sermão proferido por Simão Santos em 01 de dezembro de 2017

Teles
Depoimento e Súmula

Testemunho de José Teles em 02 de dezembro de 2017

Perguntas respostas
Perguntas e Respostas

Conferência Bíblica Dispensacionalista realizada 01-03 de dezembro de 2017

ver mais
 
  • Avenida da Liberdade 356 
    Quinta do Conde
  • geral@iqc.pt
  • 966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • Domingo: 10:00, Ceia do Senhor
    11:00, Pregação e Escola Dominical
    Quarta-feira: 21:00, Oração e Estudo Bíblico