Um exemplo de como se maneja mal a Palavra da verdade

obreiro reprovado

 

     “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

     Marcos 16:15-18 trata-se de um exemplo de como a Palavra de Deus pode ser mal manejada. Temos aqui o registo de palavras dirigidas pelo Senhor quando ainda estava na Terra ao Seu povo terreno, pois na Terra Ele ministrou apenas ao Seu povo terreno.

     “Digo pois que Jesus Cristo foi MINISTRO DA CIRCUNCISÃO, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais” (Romanos 15:8).

     O trecho de Marcos 16 acima referido tem sido indevidamente dirigido ao Seu povo celestial, a Igreja Corpo de Cristo, por parte de muitos.

     “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.

     “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

     “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas;

     “Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Marcos 16:15-18).

     Este texto faz parte da chamada Grande Comissão que o Senhor deu ao Seu povo terreno antes de deixar este mundo, não ao Seu povo Celestial.

     Muitos fazem questão de se apropriar dos registos da chamada grande comissão encontrados em Mateus 28:18-20, em Lucas 24:45-48 e em Actos 1:8,9, como algo que os crentes hoje devem levar a cabo, porém evitam a todo o custo os registos da MESMA comissão encontrados em Marcos 16:15-18 (acima transcrito) e João 20:21-23, uma vez que lhes é impossível concretizá-los nos nossos dias, a não ser que os torçam.

     Tomando Marcos 16:15-18 muitos torcem o texto que diz, “Quem crer e for batizado será salvo” (ver. 16), fazendo com que este torcimento evasivo diga o que não diz, a saber, “Quem crer e for salvo deve ser batizado”.

     Alguns destes, ao terem sido confrontados com este logro, passaram a respeitar o texto afirmando que afinal o batismo hoje é necessário para a salvação, mas ao fazê-lo contradizem o que o Apóstolo Paulo diz mais tarde, a saber, que a salvação se obtém pela graça e misericórdia de Deus e não por quaisquer obras, mesmo obras de justiça, como é o batismo na água (Efé. 2:8-10; Tito 3:5).

     O texto realmente diz, “Quem crer e for batizado será salvo”. Um desses crentes, Batista, argumentou certa ocasião, “uma vez que Deus uniu o crer e o batismo na questão da salvação, não os podemos separar. O Senhor não disse, “… o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6; Marcos 10:9)?

     Porém, esse mesmo crente, que afirmou isso, um dia foi confrontado com um crente Pentecostal que lhe perguntou porque é que ele não revelava os “sinais” que a passagem diz que se seguem a quem crê, rematando, “o Senhor não disse, ‘… o que Deus ajuntou não o separe o homem’ (Mateus 19:6; Marcos 10:9)? Porque separa os versículos 15 e 16 dos versículos 17 e 18?”

     O crente Pentecostal, logicamente, calou-o, porém também falhou em manejar bem a Palavra da verdade. “o Senhor não disse, ‘… o que Deus ajuntou não o separe o homem’ (Mateus 19:6; Marcos 10:9)? Porque é que os Pentecostais separam a expulsão de demónios e o falar novas línguas do pegar em serpentes e beber veneno com sucesso”?

     A explicação para ambos é que Marcos 16:15-18 faz parte de uma grande comissão dada ao povo terreno de Deus então, não ao Seu povo celestial agora. A comissão para a igreja, Corpo de Cristo, foi dada ao apóstolo Paulo, “Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que [lhe] foi dada” para nós (Efésios 3:2). E nesta matéria o apóstolo Paulo é muito claro. Ao carcereiro de Filipos, que se queria salvar, ele disse simplesmente, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31). O carcereiro teve tão-somente de crer, não tendo de fazer absolutamente mais nada. Realmente,

     “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.

     “Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

     “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou … “ (Tito 3:5).

     É muito lamentável querermos tomar para nós o que Deus deu a outros, e mais ainda se tivermos em conta que o que Ele nos deu a nós foi incomparavelmente melhor.

     “… uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres” (1 Coríntios 15:40).

- C.M.O.

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